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Pilates para bailarinos


Controle, precisão, respiração, fluidez, coordenação, alinhamento, centralização, estabilidade, integração, consciência corporal.

Esses conceitos estão amplamente relacionados à prática do Pilates, certo? E por que não relacioná-los também à dança?

Um bailarino deve ter todas essas características para que o movimento coreográfico seja bem executado. E todas elas podem ser treinadas e aprimoradas com o Pilates.

A consciência corporal, essencial na prática do método, favorece o alinhamento e a integração das estruturas do corpo. Um bailarino que não conhece bem seu corpo não é capaz de executar movimentos limpos, suaves, e ao mesmo tempo firmes e definidos.

A técnica do Pilates prioriza a qualidade da execução do movimento, e não a repetição ou a carga. Por isso seus exercícios são de baixo impacto, utilizando poucas repetições e o peso do próprio corpo ou a resistência de molas. Desta forma, prioriza a definição: definição dos músculos, sem hipertrofia (aumento de massa muscular); e definição dos movimentos, tornando-os mais harmônicos.

Esta harmonia é atingida por meio de exercícios de controle e precisão, nos quais a respiração adequada facilita a ação da musculatura abdominal, promovendo a centralização da força no tronco (o famoso CORE). Isto permite que os movimentos dos membros sejam mais fluidos e coordenados, tornando-se mais bonitos aos olhos. Além disso, garante estabilidade para a coluna e outras articulações, diminuindo o risco de lesões.

Lesões em pés, tornozelos, joelhos, quadris e lombar são muito comuns no meio da dança. Sabemos que vários bailarinos sentem dor, porém devido à necessidade de usar seu corpo como instrumento de trabalho, convivem com ela. Estas lesões, em sua maioria, vem de um volume de treinamento muito alto, associado a desalinhamentos articulares e desequilíbrios musculares, que mesmo quando pequenos, são repetidos inúmeras vezes durante um ensaio, em que o bailarino repete sequências de saltos, giros, levantamentos e acrobacias. O excesso de repetição leva a uma sobrecarga dessas estruturas e consequentemente à lesão.

Com o Pilates, é possível treinar estes movimentos de forma mais alinhada e segura. Também é possível fortalecer a musculatura que dá suporte às articulações, deixando-as mais estáveis e com capacidade de absorver maiores cargas. Treina-se também a mobilidade das estruturas, principalmente da coluna, promovendo um movimento mais harmônico das vértebras, diminuindo as regiões de hipo ou hipermobilidade.

A flexibilidade também é muito desenvolvida com o Pilates, que treina esta habilidade de forma gradual e dinâmica. Deste modo, oferece ao bailarino uma forma de alongar sem sofrimento, diferente do que costumamos ver em aulas de ballet, nas quais alguns instrutores forçam as articulações de seus dançarinos além dos limites anatômicos do corpo.

Historicamente, também há uma grande relação do Pilates com o ballet: Joseph Pilates desenvolveu o método durante a 1ª Guerra Mundial. Em 1926, mudou-se para Nova York e abriu seu primeiro estúdio próximo ao New York City Ballet. Muitos bailarinos viram a força, definição muscular e flexibilidade de Pilates e resolveram praticar o método, que foi aprimorado e adaptado para atender às necessidades dos dançarinos. O resultado foi melhora da performance e diminuição de lesões.

Muitos destes dançarinos tornaram-se discípulos de Pilates e ajudaram a difundir o método pelo mundo. No Brasil, a técnica chegou em 1991, trazida por Alice Becker Denovaro, bailarina profissional que se reabilitou de uma grave lesão no joelho utilizando o método de Pilates, voltando a dançar até melhor que antes, como solista na Companhia de Balé do Teatro Castro Alves, na Bahia, onde foi aberto o primeiro estúdio de Pilates do Brasil.

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