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Síndrome do Impacto do Quadril- a lesão que aposentou Gustavo Kuerten


Lesões no quadril são muito comuns no esporte. E não só nos jogados com pernas e pés como o futebol e a corrida. Grandes nomes do tênis como Gustavo Kuerten e Magnus Norman sofreram com a Síndrome do Impacto do Quadril.

Vendo o exemplo do brasileiro, que teve a doença diagnosticada em 2001, conseguimos ver a influência que esta patologia pode ter no desempenho do atleta.

Em 2002 e 2004, Guga passou por cirurgias para remoção da cartilagem danificada do quadril, e manteve um programa rigoroso de reabilitação; porém o calendário longo de partidas manteve o tenista com dores enquanto jogava e seu desempenho foi caindo, até que ele decidiu se aposentar em 2008. Já longe das quadras, em 2013, Gustavo Kuerten passou por uma terceira cirurgia, dessa vez diferente, na qual foi implantada uma prótese de titânio no quadril do jogador.

Agora vamos entender essa lesão, partindo da anatomia do quadril:

A articulação do quadril é formada pelo fêmur (osso da coxa) e o acetábulo (parte da pelve), que se encaixam como uma bola no soquete. Revestindo o acetábulo existe uma cartilagem chamada labrum acetabular, com função semelhante ao labrum glenoidal, no ombro. Entre suas funções estão estabilizar a articulação do quadril, distribuir a pressão articular e distribuir o líquido sinovial, que nutre a articulação. Também possui nervos sensitivos e de dor. Quando existe excesso de impacto entre o acetábulo e a cabeça do fêmur, o labrum acetabular pode ser lesionado e causar dor.

Existem algumas possíveis causas para este impacto excessivo:

-trauma direto sobre o quadril, ou movimento brusco de rotação do quadril

-movimentos repetitivos (principalmente de flexão + rotação interna de quadril), causando a somação de microlesões a cada movimento. Esses movimentos ocorrem muito no tênis, devido às mudanças bruscas de direção.

-deformidades aumentando o impacto entre as estruturas ósseas. Essas deformidades podem ser tipo CAM (deformidade da cabeça do fêmur) ou tipo PINCER (deformidade do acetábulo).

-quadro misto, onde há deformidades + movimentos repetitivos.

Os quadros mistos são os mais comuns, e tem maior incidência em adultos jovens, entre 20 e 40 anos, com alto índice de atividade física, mas pode acontecer com qualquer um.

Os sintomas iniciais costumam ser dor em fisgada ou travamentos do quadril, podendo evoluir para dor ao andar ou ficar muito sentado, entrar e sair do carro. A dor costuma ser na região inguinal, mas pode ser também na lateral das coxas ou glúteos. A queda do rendimento esportivo, no caso dos atletas, também é observada.

O tratamento deve ser precoce, evitando uma possível evolução para uma artrose do quadril. Inicialmente, opta-se pelo tratamento conservador, que consiste em fisioterapia; visando diminuição da inflamação local, alívio da dor e reequilíbrio muscular da região, além da correção do gesto esportivo, quando necessário.

Na falha do conservador, pode-se realizar intervenção cirúrgica por artroscopia, para remover a cartilagem danificada, ou ainda a colocação de prótese no acetábulo, cabeça do fêmur, ou ambos.

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