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Controle Postural - como funciona?

Você já parou para pensar como é que fazemos para ficar em pé, andarmos, nos exercitarmos, realizarmos todas as nossas atividades diárias sem cairmos, perdermos o equilíbrio e ficarmos tontos?


Na fisioterapia, esse conhecimento está inserido em algo que chamamos de “controle postural”, que define tanto como nossa postura influencia nas nossas tarefas diárias e vice-versa, quanto a influência do nosso equilíbrio nisso tudo.




O controle e os ajustes do nosso equilíbrio são feitos de maneira bastante complexa pelo nosso corpo. Conhecemos comumente o labirinto (aquele que causa a famosa “labirintite” em quem tem tontura), mas ele não é o único participante desse processo.


Vamos começar a entender cada um, começando pelo labirinto mesmo.


Ele é um componente do nosso sistema nervoso central que se encontra na parte mais interna dos nossos dois ouvidos e é quem percebe tanto posição como aceleração da nossa cabeça; ou seja, se estamos parados em pé ou parados deitados, ou se estamos andando para a frente, para o lado, ou mesmo subindo e descendo de elevador, por exemplo. Todas as estruturas que o compõem são especializadas em entender esse tipo de informação.


Temos também participando do processo a nossa visão, que vai nos indicar com a informação obtida pelos olhos qual o posicionamento da nossa cabeça, para onde estamos indo, o que esperar dos próximos momentos do percurso.


E temos o que chamamos de propriocepção, que é a sensibilidade corporal que indica qual a posição de todas as partes do nosso corpo em relação a si mesmas e qual a posição do nosso corpo em relação ao ambiente. Sentimos isso por meio de receptores de posicionamento articular e muscular, da sensibilidade da pele em contato com o corpo ou a roupa, assim como pela sensibilidade dos pés.


Todas essas informações têm que estar de acordo entre si para que nosso corpo se mantenha sempre estável durante nossas tarefas. Quando há divergência entre elas, ou quando as informações do ambiente são confusas e um ou mais dos três componentes não consegue se ajustar para enviar as informações de acordo com a situação, podemos apresentar os sintomas de enjôo e tontura que é muito comum em pessoas quando lêem em carros ou sentam no banco de trás, por exemplo. Parte das informações diz que estamos sentados e parados, enquanto outra parte das informações nos diz que estamos em movimento. É necessário que a “conversa” entre os três componentes leve à conclusão de que estamos sentados, porém em movimento para que fiquemos bem.


De outra forma, não pela alteração na “comunicação entre os componentes”, também é possível a pessoa ter disfunção nesses componentes, apresentando sintomas muito específicos, como a VPPB, comentada em outro post. Um exemplo de doença que não atinge diretamente eles, mas tem consequências que podem influenciar no seu funcionamento é a diabetes, que pode alterar a sensibilidade do corpo, principalmente dos pés, assim como a visão, mudando a perspectiva e a função do corpo.


Como dito na publicação da VPPB, muitas vezes quem apresenta esses sintomas acha formas de continuar realizando suas atividades evitando situações ou movimentos que possam desencadear algum tipo de sintoma como enjôo ou tontura, mas essas compensações podem levar a alterações posturais, dores, tensão muscular em locais como o pescoço ou a lombar, que são importantes de serem tratadas em conjunto com os sintomas iniciais, pois podem diminuir bastante mobilidade local e do corpo, assim como a qualidade de vida.



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