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Síndrome da Bexiga hiperativa: Como a Fisioterapia pode ajudar?

Chamamos de síndrome da bexiga hiperativa, um conjunto de sintomas, que incluem: mais de 3 idas ao banheiro durante a noite, urgência em ir ao banheiro assim que surge a vontade de urinar, perda de urina um pouco antes de chegar até o vaso sanitário e principalmente aumento da freqüência urinária. Um individuo sem a síndrome vai ao banheiro em torno de 5 a 8 vezes ao dia, para quem sofre com essa síndrome pode chegar a 20 micções em um único dia.


Para ser diagnosticado com essa síndrome é necessário ter pelo menos 2 a 3 desses sintomas ou realizar um exame especifico para verificar o comportamento da musculatura da bexiga.



Geralmente a pessoa que tem esses sintomas acaba por restringir as suas atividades sociais, como sair de casa em locais onde não tem banheiro próximo, evitar fazer viagens longas de carro, cursam também com sintomas de ansiedade e agitação no dia a dia pela preocupação constante em ir ao banheiro, além de reduzir a quantidade ingerida de líquidos na tentativa de ir menos ao banheiro.


Em casos mais severos pode ser que seja indicada terapia com medicamentos, mas em boa parte dos casos temos efeitos satisfatórios com a associação do tratamento conservador fisioterapêutico e terapia comportamental, que tem a capacidade de reduzir muito os sintomas de urgência e freqüência principalmente.


Como recursos do tratamento conservador temos a terapia comportamental que entre outras coisas, envolve treino para aumentar o tempo entre uma ida e outra ao banheiro para aumentar a capacidade de armazenamento da bexiga, restrição de alguns tipos de bebidas e alimentos irritantes para a bexiga, como café, refrigerante, bebida alcoólica chocolate, frutas e bebidas cítricas, entre outros.


Na Fisioterapia também temos um recurso muito útil dependendo do caso, que é a estimulação elétrica de uma ramificação do nervo ciático: o nervo tibial posterior. Localizado na perna, está ligado ao centro do desejo miccional e tem a capacidade de modular os estímulos responsáveis pelas freqüentes idas ao banheiro. O tratamento não é doloroso e é muito eficiente devolvendo qualidade de vida a quem sofre com essa síndrome.



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