Pilates para Gestantes

 

Culturalmente aprendemos que as gestantes não devem fazer esforço, que precisam se resguardar e tomar cuidado para não afetar o bebê. É claro que a gestação é sim uma condição em que o cuidado deve ser redobrado e que a gestante deve supervisionar a situação de saúde dela e do bebê, mas também não precisamos tratar a gestante como doente.

 

Com exceção de casos específicos patológicos como DHEG (doença hipertensiva específica da gestação) e descolamento de placenta, em que a gestante deve ficar em repouso e às vezes até ser internada, a gestante tem muitos motivos para praticar atividade física. Até mesmo uma gestante com diabetes gestacional pode fazer atividade física, sendo o exercício, juntamente com a dieta adequada, um dos principais tratamentos da diabetes, facilitando a captação da glicose do sangue por outra via, que independe da insulina.

 

O treino do Pilates traz inúmeros benefícios para a gestante:

 

- Consciência Corporal: já que a gestante está com o corpo em constante alteração, o trabalho de consciência corporal é essencial para que a mulher entre em contato com o próprio corpo e saiba reconhecer suas alterações;

 

- Equilíbrio:  Com o aumento do peso corporal e a projeção da barriga, o centro de gravidade da gestante se desloca para a frente, aumentando a demanda muscular para manter o equilíbrio;

 

- Respiração: O Pilates trabalha muito a respiração com aumento da excursão lateral das costelas, o que na gestante é essencial, já que a excursão do diafragma dela está em desvantagem, pois o feto está logo abaixo dele. Além disso, com a presença do bebê, o espaço de vários órgãos vitais, inclusive o dos pulmões, está diminuído, sendo muito importante o treino da respiração. Este também ajuda no momento do parto, onde a respiração é muito importante para a expulsão do bebê;

 

- Fortalecimento, alongamento e relaxamento da musculatura do períneo: o Pilates possui exercícios ótimos para o trabalho do períneo, e este deve ser dividido de acordo com a fase da gestação em que a mulher se encontra. Nos primeiros meses, deve ser feito o fortalecimento da musculatura perineal, já que o peso sobre a região será maior, e o risco de incontinência urinária é grande. Além disso, um períneo forte é necessário para "segurar" o bebê. No último mês, mais próximo à data estimada do parto, devem ser introduzidos os exercícios de alongamento e relaxamento do períneo, para facilitar a passagem do bebê no parto;

 

- Estabilidade da coluna e outras articulações e diminuição de dor lombar: pela alteração do centro de gravidade, pelo peso do bebê e pela ação da relaxina (hormônio que relaxa os ligamentos, deixando-os mais frouxos), a gestante tem uma instabilidade maior em suas articulações, principalmente na região lombar. O Pilates pode trabalhar para estabilizar estas articulações. O uso do músculo transverso do abdômen, muito solicitado no Pilates, é o principal fator de estabilização da coluna, e pode diminuir as dores na lombar, muito comuns em gestantes;

 

- Fortalecimento e resistência de membros inferiores e superiores: como o peso da gestante está aumentado, ela precisa de força e resistência nos membros inferiores para todas as tarefas do dia-a-dia, até mesmo para caminhar e se manter em pé. Já a força de membros superiores será essencial após o parto, para segurar o bebê. Além disso, considerando que a amamentação dura no mínimo 30 minutos, e ocorre a cada 3 horas, os braços da mãe devem ter resistência para aguentar o peso do bebê por todo este período;

 

- Estabilização das escápulas: devido à amamentação e aumento de peso das mamas, a estabilização escapular é essencial para a gestante;

 

- Puerpério: após o parto, a musculatura abdominal da gestante, que ficou distendida durante a gestação, deve ser estimulada para o retorno à sua função. O mesmo ocorre com o períneo, que entra em dilatação e é muito distendido no parto normal. Além disso, após o nascimento do bebê, ocorre uma alteração abrupta do peso e centro de gravidade da mulher, sendo necessário novamente um trabalho de equilíbrio e consciência corporal.

 

Apesar destes benefícios, temos que ter certeza que a gestante tem condições de praticar o exercício, e é primordial o acompanhamento frequente com o médico que a acompanha. A pressão arterial da gestante também deve ser aferida antes e depois de todas as aulas. Por isso vemos a importância de escolher bem o profissional que trabalhará com esta gestante, pois ele deve ter o preparo e conhecimento adequado para tratar das peculiaridades da mulher gestante.

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