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Perda urinária durante a corrida é normal??

A corrida é um esporte democrático e prático, que está cada vez mais difundido entre as pessoas de uma forma geral. Na corrida temos benefícios cardiovasculares, como melhora do retorno venoso, o que auxilia no controle da pressão arterial, bem como melhora dos altos índices de colesterol ruim, além de acelerar o metabolismo e contribuir com a perda de peso.


Porém, como qualquer atividade física de impacto, exige um bom preparo muscular, não só da musculatura diretamente envolvida, no caso, as pernas, core e quadril, mas especialmente em se tratando das mulheres, exige atenção especial com a musculatura do assoalho pélvico. Por se tratar de um esporte que exige resistência, não é incomum ouvir relatos de perda urinaria durante a prática esportiva ou sensação de calcinha úmida, após certo tempo praticando corrida.



É importante que todos saibam que qualquer perda urinaria, já é considerado um sinal de alerta, ainda que mínima. Consideramos saudável que a continência urinaria permaneça sem alterações, mesmo em casos de aumento máximo da pressão dentro da cavidade abdominal ou fadiga muscular global.


No caso da perda urinaria durante a corrida, consideramos duas hipóteses. A primeira delas relativiza, que por se tratar de um esporte que exige resistência da musculatura como um todo, e considerando que nosso assoalho pélvico é composto por 70% de fibras do tipo I, que são responsáveis pela resistência muscular, ou seja, manutenção da força por maior tempo, quando essas fibras falham por fadiga muscular, entra em ação as fibras responsáveis por maior força durante menor tempo, as fibras tipo II de contração rápida, o que ocasiona uma falha na continência proporcionando os escapes. Outra hipótese, no caso das mulheres que treinam com alto rendimento, é o deslocamento do assoalho pélvico pelo impacto da corrida, por isso a importância de um treinamento especifico em que a praticante de corrida aprenda a realizar uma pré-contração ou uma contração simultânea dos músculos do assoalho pélvico durante a realização do exercício. O que é muito relevante, se considerarmos que estudos mostram que um terço das mulheres não consegue contrair estes músculos.


É importante que não se minimize ou coloque como normal a perda involuntária durante a corrida, pois isso é um grande sinal de desestabilização da musculatura, o que pode cursar com sintomas severos, se não tratado, como odor forte de urina nas peças de roupa, mudança na rotina de vida e na vida sexual, prolapsos de órgãos pélvicos por incompetência da musculatura que sustenta tais órgãos. É importante que antes de começar a correr, essa mulher passe por uma avaliação minuciosa do assoalho pélvico, sendo ensinada a contrair de forma antecipatória essa musculatura para evitar perdas urinárias e sobrecarga nessa musculatura.

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