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Instabilidade do ombro, Dor e Discinesia escapular: Mitos e verdades

Um tema muito abordado quando se fala de dor e lesões de ombro é a discinesia escapular.

Mas o que é a escápula, o que é a discinesia escapular, e como ela interfere na biomecânica do ombro?


A escápula é o osso que fica na parte superior das costas, em formato triangular, e que faz parte do complexo do ombro – articulando-se com o úmero, com a clavícula e formando uma “articulação falsa” com o tórax (arcos costais) – permitindo e estabilizando a movimentação dessa articulação.




Quando falamos em discinesia escapular, falamos sobre a movimentação “anormal” desse par de ossos, que seria uma alteração dos ângulos e planos de movimento, ritmo e simetria. Um exemplo comum é a escápula alada.




Algumas pessoas relacionam essa movimentação anormal à chamada instabilidade escapular, mas sabemos hoje que não é correto realizar essa associação, já que na verdade não existe uma forma objetiva de testar a estabilidade da articulação escapulotorácica em específico.


Por muito tempo foi também aceito associar a discinesia escapular ao risco e ocorrência de lesões do ombro e dores inespecíficas, porém atualmente sabemos que ainda existem muitas lacunas a serem preenchidas para que possamos ter respaldo suficiente pra essa associação, já que muitas pessoas possuem discinesia escapular sem apresentarem qualquer dor ou lesão nos ombros.


A partir desta antiga (mas ainda presente) correlação, muito se fez para promover estabilização escapular em indivíduos com discinesia. Pensando em desequilíbrio entre os músculos escapulotorácicos, se fez exercícios de fortalecimento isolado destes músculos, e alongamentos do músculo peitoral (que teria ação modificando o posicionamento da escápula no caso de seu encurtamento).

Mas também sabemos hoje que um fortalecimento global da musculatura do ombro e escápula são necessários em conjunto no lugar de somente fortalecimentos específicos, e inclusão do fortalecimento do CORE, já que o ombro não funciona como uma unidade isolada, e sim em sinergia com movimento do tronco.


Além disso, sabe-se que dor e lesão não necessariamente estão presentes juntas em um mesmo tecido, e estamos deixando cada vez mais de lado o raciocínio linear de dor (um único fator específico como gerador de dor) em casos de dores crônicas (aquelas que acontecem sem um trauma específico). Mas isso é assunto para um próximo texto!

Por fim, se alguém já te falou que você possui discinesia escapular e “precisa tratar” mas você não possui nenhum tipo de dor, não se preocupe... ainda temos muito a estudar sobre o assunto.



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